sábado, 19 de março de 2016

EM DEFESA DA DEMOCRACIA

“... o princípio da imparcialidade pressupõe uma série de outros pré-requisitos, supõe por exemplo que seja discreto, que tenha prudência, que não se deixe contaminar pelos holofotes e se manifeste no processo depois de ouvir as duas partes...” (Teori Zavaschi, Ministro do STF)

É impressionante, nós que defendemos o Estado Democrático de Direito, os Princípios Gerais do Direito como a legalidade, presunção de inocência, imparcialidade do juiz, o devido processo legal, quando nos manifestarmos em nossos perfis ou páginas pessoais somos constantemente atacados, por aqueles que se dizem lutar em favor do Brasil, fazem questão de nos agredir com palavras chamando-nos de corruptos ou defensores de corruptos etc.., etc.., etc.., o que mostra o desespero dessas criaturas, que não conformadas em postar nas suas páginas pessoais, textos reacionários, carregados de ódio, rancor e violência contra aqueles que pensam diferente, ainda nos marcam nestas postagens, nos provocando e nos desafiando, e quando não respondemos veem em nossos perfis e destilar seu veneno contra nós como se eles fossem os santos e nós que pensamos diferente os demônios que precisam ser exorcizados. Entretanto, sabendo eles ou não o demônio se manifestará exatamente se este golpe disfarçado sob o manto de uma falsa legalidade se tornar efetivo.

 Em minhas postagens defendo meu ponto de vista, não marco nenhum internauta que pense diferente, não vou em perfis pessoais comentar postagens de ninguém, exceto nos grupos próprios para debate. Respeito portanto, que pensa diferente, contudo, ultimamente venho sendo digamos assim atacado por meus posicionamentos, inclusive por pessoas que se dizem meus amigos, então quero deixar claro o seguinte, a maior prova de amizade que você pode dar é não deixar que o contraditório afete a amizade, se você não consegue fazer isso e deseja manter a amizade evite vir me criticar por minhas escolhas políticas em minha página pessoal, pois se eu tiver que escolher entre uma “amizade” e meus posicionamentos pessoais, certamente escolherei este em função daquele, porque entendo que uma amizade que não resiste a diversidade de ideias, não é verdadeiramente uma amizade.

Mesmo quando se deixa claro que não estamos defendendo (de acordo com dezenas de pessoas com as quais conversei ontem durante as manifestações) Lula, Dilma ou o PT, mas sim o respeito a Constituição Federal, as leis e a democracia, e que assim como não concordamos com crimes eventualmente cometidos pelos governantes ou quaisquer outros políticos e mesmo pessoas comum do povo, também não concordamos juízes seja de primeira ou de última instância que usam o Poder Judiciário como escudo para atender a interesses outros que não os da Justiça, (isso vem acontecendo de forma clara e evidente  quando estes julgadores passam atropelam preceitos legais e seguindo um script determinado por parte da mídia, que por sua vez servem aos interesses de políticos inconformados com a derrota ou que tiveram seus interesses pessoais sobrestados) transformando meras denúncias cujas investigações ainda não foram concluídas em condenações sumárias, determinando vazamentos seletivos de partes de investigações, com o único propósito de aumentar ainda mais a instabilidade política do País e mais, correndo o risco de criar uma onde violências sem precedentes na história do Brasil moderno.

E mais, a promover estes vazamentos pré-ordenados de evidências sob investigação, estes julgadores te, por único objetivo de implodir um governo que desde a sua eleição em 2014, luta incansavelmente pela governabilidade e pelo consequente equilíbrio da política econômica. Isso porque foi eleito apoiado por uma base aliada covarde, chantagista e traiçoeira, que como verdadeiros parasitas em hospedeiros sugam até a última gota de sangue e em seguida, articulam com os revoltados da oposição uma forma de assumir um poder que legitimamente não lhe foi outorgado. Concordo plenamente que Lula, Dilma e quem quer que seja, pague por eventuais crimes que tenha cometido, o que não concordo é que um juiz de primeiro grau que tem o dever legal processar e julgar com imparcialidade, use de subterfúgios vis, como a divulgação de partes selecionadas de uma investigação jogando para a plateia através de veículos de comunicação cujos donos a história já demonstrou de que lado estão, para assim, de forma irreversível crie um ambiente caótico e de insegurança para a economia, para governabilidade e principalmente para os cidadãos desta “Pátria Que Nos Pariu.

Quanto ao fato de Lula haver afirmado que temos um Superior Tribunal de Justiça acovardado, uma Suprema Corte (STF) acovardado, uma Câmara de Deputados acovardada, um Senado Federal acovardado, um presidente da Câmara F***** um presidente do senado F**** (lembrem-se que não estamos falando de nenhum Franciscano e sim de Cunha e Renan) e um bando de deputado tudo sendo investigado, conforme já demonstrei anteriormente no que se refere as instituições acovardadas, não há nenhuma inverdade nisso, pois todas elas atuam ao sabor das repercussões midiáticas, de forma que se Nero atear fogo no País e não sair na mídia, não haverá processo, por outro lado se alguém conseguisse acender um fosforo dentro d’água  e a mídia anunciasse como incêndio criminoso, certamente julgariam até os peixes que naquela água estivessem. De forma que Lula não falou nenhuma mentira, mas conhecendo profundamente o senso de vingança e a mediocridade das pessoas, o senhor Sérgio Moro, cumpriu o papel que lhe foi atribuído e literalmente jogou M**** no ventilador e cagou não apenas o Lula ou o governo petista, mas sim a imagem do País até a quinta geração.

De modo que passamos por período de colônia de Portugal, vivemos o Brasil Império, o Regime Militar (anos de chumbo) e agora com a politização do Judiciários passamos a viver o regime de exceção onde as instituições políticas e democráticas do Brasil funcionam não de acordo com o que determina a lei, mais sim conforme os ditames dos julgadores que usam não a lei, mas sua interpretação de acordo com os interesses e a conveniência dos que representam. Vejam que as leis dos homens agora comparando mal igualam-se a Palavra de Deus, quando o julgador não concorda com a aplicabilidade literal ou quando esta aplicabilidade não se coaduna com seus interesses, ele faz sua interpretação personalíssima, assim como quando o religioso descorda de outro cria sua própria religião e saem em busca de fieis que lhe pague o dizimo. 

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