terça-feira, 12 de maio de 2026

DEMOCRACIA EM TENSÃO: POLARIZAÇÃO, ANISTIA E DESCONFIANÇA INSTITUCIONAL NO BRASIL


Por Eudasio Menezes

Os dados da pesquisa Futura/Apex trazem um sério alerta às principais instituições da República. Em um cenário onde a desaprovação supera a aprovação em todos os pilares do poder, o Brasil parece caminhar para um ciclo eleitoral marcado pela insatisfação e por feridas históricas que insistem em não fechar. A Crise de Popularidade dos Poderes, denotam a fotografia atual do sentimento público, mostrando que nenhum dos três poderes goza de uma maioria de apoio popular.

Os dados da pesquisa Futura/Apex trazem um sério alerta às principais instituições da República. Em um cenário onde a desaprovação supera a aprovação em todos os pilares do poder, o Brasil parece caminhar para um ciclo eleitoral marcado pela insatisfação e por feridas históricas que insistem em não fechar. A Crise de Popularidade dos Poderes, denotam a fotografia atual do sentimento público, mostrando que nenhum dos três poderes goza de uma maioria de apoio popular.

Este artigo tem por escopo analisar os resultados da pesquisa de avaliação política realizada pela Futura em parceria com a Apex, coletada entre os dias 04 e 08 de maio de 2026 e cujos dados revelam um cenário de profunda fragmentação institucional e uma polarização que transcende a disputa eleitoral, manifestando-se com vigor no debate sobre a anistia e a memória histórica, que colocam o País diante de um gigantesco abismo institucional, com o fantasma da anistia, rondando, assombrando e colocando os brasileiros em uma encruzilhada histórica.

Os dados da pesquisa Futura/Apex trazem um sério alerta às principais instituições da República. Em um cenário onde a desaprovação supera a aprovação em todos os pilares do poder, o Brasil parece caminhar para um ciclo eleitoral marcado pela insatisfação e por feridas históricas que insistem em não fechar. A Crise de Popularidade dos Poderes, denotam a fotografia atual do sentimento público, mostrando que nenhum dos três poderes goza de uma maioria de apoio popular.

Na Presidência da República o governo enfrenta uma desaprovação de 51,8%, enquanto 44,9% dos eleitores aprovam a gestão. A avaliação qualitativa reforça o desafio: 45,7% dos entrevistados classificam a administração como Ruim ou Péssima. No Supremo Tribunal Federal (STF), os números são ainda críticos, com 54,3% de desaprovação frente a uma aprovação de 33,9%. Esse descontentamento reflete na cobrança de medidas drásticas, com 57,0% dos brasileiros declarando-se a favor do impeachment de ministros da Corte Constitucional Brasileira.

No Poder Legislativo, o Congresso Nacional é a instituição da República com a maior rejeição, por parte dos brasileiros enfrentando 60,1% de desaprovação e apenas 26,1% de apoio. Contudo, um dado relevante para o futuro do Senado segundo a pesquisa, é a falta de foco do eleitor. Apenas 46,1% dos entrevistados têm consciência de que este ano votarão também para senadores.

Desde os atos do 08 de janeiro, que o ponto central e mais agudo da divisão nacional reside na discussão sobre a anistia. Este tema não é apenas jurídico; ele traz ao cerne dos debates fantasmas do passado brasileiro. E a atual divisão da população mostra isso, quando 37,0% dos entrevistados são rigidamente contra qualquer tipo de perdão, enquanto 31,5% defendem uma anistia ampla geral e irrestrita.

Os que são contra a anistia, fazem um paralelo com 1964 para fundamentar seu ponto de vista, levando o debate atual a ecoa na Lei de Anistia de 1979, que encerrou punições do regime militar. Naquela época, o esquecimento foi vendido como pacificação, mas a falta de responsabilização deixou lacunas na democracia. A discussão sobre a anistia atual, ganha contornos dramáticos diante de relatórios da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP).

Enquanto o país debate o perdão para atos recentes do 08 de janeiro de 2023 - cujos manifestantes depredaram as sedes dos Três Poderes, pedindo intervenção das forças armadas brasileira para inviabilizar a posse de um governo democraticamente eleito - o Estado ainda lida com a busca por justiça para as vítimas da ditadura militar de 1964. A resistência de uma parcela significativa da sociedade em punir ataques às instituições - 31,5% a favor da anistia - sugere que a cultura de impunidade estabelecida no pós-1964 ainda influencia a percepção democrática atual.

A pesquisa confirma ainda que os brasileiros sentem o peso dessa polarização, com 33,5% afirmando que o país está dividido e que estão cansados disso. No entanto, a polarização política ainda permanece forte, com 28,3% declarando-se ao lado do presidente Lula e 23,7% ao lado do ex-presidente Bolsonaro. E isso reflete também não apenas no campo das intenções de voto, mas também na rejeição aos candidatos apresentados. O atual presidente lidera o índice de rejeição com 47,4%, seguido por Flávio Bolsonaro com 43,8%.

No cenário espontâneo, segundo a pesquisa, a disputa permanece concentrada com a polarização entre os dois grupos com o atual mandatário Lula da Silva com 34,9% e o filho do ex-presidente, senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Palácio do Planalto com 27,8% das intenções de votos. Esses dados desenham um Brasil exausto da divisão, mas ainda profundamente ancorado nela. A desconfiança nas instituições - do STF ao Executivo - aliada ao debate passional sobre a anistia, sugere que 2026 não será apenas sobre propostas de governo, mas sobre como o Brasil escolhe lidar com sua memória política e a manutenção de sua democracia.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

A MIRAGEM DA ALTERNÂNCIA: ONDE MAQUIAVEL EXPLICA A DEMOCRACIA MODERNA


 Por: Eudasio Menezes

Ao folearmos as páginas de O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, nosso primeiro impulso do leitor contemporâneo é tratar a obra como um artefato histórico, um manual para tiranos de uma era de espadas e castelos. Contudo, logo de início ao mergulharmos nas entrelinhas de sua dedicatória a Lourenço de Médici notamos em suas observações sobre a estabilidade dos estados, somos confrontados com uma verdade incômoda: Maquiavel nunca foi tão atual. Sua obra inicia com uma lição de humildade estratégica. Notamos isso quando o autor afirma que para conhecer bem a natureza do povo é preciso ser príncipe e para conhecer bem a natureza do príncipe é preciso pertencer ao povo. Aqui, ele não está apenas bajulando seu destinatário. Ele está apresentando um currículo implícito.

Neste ponto o autor nos brinda com a lição de que o poder cria pontos cegos. E estando o governante, no topo da montanha, vê as massas, mas não enxerga a si mesmo, nem a base que lhe sustenta. Claro que esta é a visão de quem olha debaixo, ou seja, o olhar do povo, - e é exatamente neste ponto que Maquiavel se coloca para Lourenço como um especialista que vem do povo - estando, portanto, capacitado e para traduzir para o Príncipe a real mecânica do poder. Outro ponto provocativo do debate maquiavélico reside na ideia de que a continuidade do domínio - permanência no poder - apaga a memória da mudança. Para o pensador florentino, uma mudança sempre abre caminho para outras. Por isso, a estabilidade, ou seja, deixar ficar como está é a maior fortaleza de um governante.

Em nossa democracia moderna, essa lógica opera de forma silenciosa, mas implacável. Embora vivamos sob a égide do voto popular, a realidade nos mostra que a alternância de poder muitas vezes não passa de uma utopia e que vemos na prática em pleno século XXI, é a aplicação da lógica dos principados hereditários dos tempos de Maquiavel: são famílias, grupos e oligarquias que utilizam o poder político, econômico e o controle da máquina pública, para impedir que a engrenagem da mudança comece a girar. Podemos e devemos acreditar claro, que a educação política pelo menos em tese, seria o antídoto para essa estagnação. Pois um povo consciente busca ou deveria buscar a renovação. No entanto, uma análise realista nos obriga a encarar o desequilíbrio de forças.

O poder econômico não apenas financia campanhas; ele molda narrativas, define o que é discutido e, por vezes - não raramente - anestesia o desejo de mudança através da dependência ou da propaganda. Neste contexto, onde Platão e Aristóteles vislumbravam a política como a busca pela virtude e pelo bem comum, a prática moderna parece ter dado razão a Maquiavel, isto é, a política tornou-se a técnica de manutenção de elites.

Deste modo, pelo menos, a curto e médio prazo, o horizonte da alternância real parece distante, haja vista a eficiência do sistema em se auto preservar, transformando o desejo de renovação em uma peça de ficção eleitoral. - Ou como disse o Capitão Nascimento interpretado por Wagner Moura, na obra de ficção realista Tropa de Elite 2 em 2010, na sua icônica frase: “...O sistema é foda, parceiro. Entra político, sai político, continua tudo na mesma, nada muda. Ainda vai levar muito tempo para consertar essa porra, e muita gente inocente vai morrer no meio do caminho...".

Por isso caros leitores, reconhecer essa verdade efetiva das coisas, como propunha Maquiavel, não é necessariamente um ato de pessimismo, mas de lucidez. Somente ao entender que a democracia muitas vezes opera sob a lógica fria do poder econômico é que podemos, talvez, começar a pensar em formas reais de romper esse ciclo. Por enquanto, seguimos sob a égide dos príncipes modernos, onde mudar o nome de quem governa raramente significa mudar a lógica de quem manda, de quem controla o Poder.

domingo, 3 de maio de 2026

MUITO ALÉM DE UM SHOW POP

COMPACABANA PROMOVEU UM ENCONTRO DE GERAÇÕES

Na noite deste dia 02 de maio, reuniu o que podemos chamar de um encontro histórico de gerações. Se para os que assistiram a transmissão ao vivo foi emocionante, fico imaginando para os milhões de pessoas que acompanharam pessoalmente o show nas areias de Copacabana, ou no "Altar do Planeta Terra", como bem disse Shakira.

Shakira ao demonstrar seu amor pelo Brasil afirmou que embora existam as fronteiras físicas entre o Brasil e s Colômbia, em seu coração não existem essas barreiras. Pois assim também o é a arte e a cultura, elas não se permitem barreiras impostas por convenções sociais. Um exemplo claro disso, vivemos na noite de ontem, onde por breves instantes gerações passadas e presentes colocaram-se no mesmo espaço de tempo, para quem sabe refletir sobre como construir um futuro melhor para todos.

E sem menosprezar a importância de todos os demais convidados, ao falar em encontro de gerações, me refiro ao icônico momento subiram ao palco para cantar com Shakira, Maria Bethânia e Caetano Veloso. Naquele breve instante, realmente pareceu que "Todo Mundo no Rio". Foi um momento realmente emblemático que uniu o pop latino à MPB, com Bethânia e Caetano sendo convidados de honra para cantar ao lado da cantora colombiana.

Não à toa, as músicas escolhidas tiveram real significância para esse instante que talvez nunca mais se repita: "Leãozinho" interpretada por Caetano e Shakira que para além de outras simbologias que possa ter, ali deu ênfase a Loba Colombiana e sua Juba. E de Gonzaguinha, "O que é o Que é" interpretada por Betânia e Shakira. Essa não poderia trazer outra simbologia que não fosse a que realmente se propõe: enaltecer a vida. E que possamos viver toda sua plenitude e esplendor, "como der ou puder ou quiser."

domingo, 26 de abril de 2026

O CÁLICE DE OURO E AS MÃOS SUJAS DE GRAXA

       A Dialética da Partilha

A história, essa velha senhora ranzinza que não perdoa os desatentos, e nos impõe hoje um paradoxo de dar nó em juízo: de um lado, o altar adornado pelo ouro da exploração; do outro, a mesa vazia de quem produz a riqueza. Olhando para os comportamentos de muitos líderes religiosos atualmente, sinto o cheiro do incenso misturado ao suor do operário e, francamente, a conta não fecha. O divórcio entre o que se prega nos púlpitospresbitérios e o que se vive na calçada não é apenas um deslize ético; é uma traição metafísica.

       A Gênese Coletiva: Entre o Evangelho e o Manifesto

Sejamos honestos, e nos dispamos do medo que as patrulhas ideológicas tentam nos incutir. Quando abrimos os Atos dos Apóstolos (4:32), o que lemos não é um manual de gestão de fundos imobiliários, mas o relato de uma radicalidade que faria muito "revolucionário" de apartamento tremer. "Tudo lhes era comum". Ora, se isso não é a raiz de um pensamento comunitário mais profundo, eu já não sei mais ler o mundo. A convergência aqui é solar. O desapego cristão e a máxima comunista - "de cada qual segundo sua capacidade, a cada qual segundo suas necessidades" - bebem da mesma fonte: a percepção de que a propriedade privada é, muitas vezes, o muro que separa o homem da sua própria humanidade.

O Estelionato da Fé: O Templo como Balcão de Negócios

O que vemos atualmente - e há muito tempo - é uma inversão de valores que beira o escárnio. Instituições que deveriam ser portos de solidariedade transformaram-se em vanguarda do capital, capitaneadas por pseudolíderes religiosos, que transformaram a fé em mercadoria e os dogmas em cláusulas contratuais. E com essa prática nefasta que abusa da fé e da boa-fé dos fies e congregados vieram: a Expansão Patrimonial com Templos faraônicos erguidos com o suor alheio, enquanto o entorno padece na miséria. o Fetichismo do Dinheiro que faz de tudo para manter e ampliar a teologia da prosperidade que nada mais é do que o capitalismo de cassino batizado com água benta, venda de indulgências e até camarote no Paraíso e a Manutenção do Status Quo: estes pseudolíderes religiosos usam o nome de Cristo para validar a exclusão, transformando a libertação em cabresto no qual de um lado está o fiel ou congregado com sua carência, seja ela financeira, psicológica ou física, e do outro encontra-se os pseudolíderes religiosos que exploram essa condição para engordar cada vez mais suas contas bancárias. É o que podemos chamar de fé de cofre, onde o psudolíder religioso, encastelado em sua influência financeira, olha para o Cristo e não o reconhece, pois o Cristo era aquele que não tinha onde reclinar a cabeça.

A Verdadeira Liturgia: O Pão Partido na Mesa do Pobre

Tenho certeza de que a provocação central deste texto nos atinge em cheio: afinal, quem é o portador da verdade? O líder religioso que gerencia milhões de reais e quer viver da caridade promovida pela fé alheia, ou o trabalhador que, com um salário de fome, ainda encontra espaço para a solidariedade? O trabalhador, esse herói anônimo do cotidiano, pratica o comunismo sem ter lido Marx e vive o cristianismo sem decorar o catecismo. Divide o pão por uma ética da sobrevivência. Nele, a partilha não é uma estratégia de marketing institucional, é uma imposição da vida. Ele entende, no músculo, no sangue e no osso, que a necessidade do vizinho é a sua própria necessidade.

O Encontro na Justiça Social

Não há como conciliar o acúmulo desenfreado de certas lideranças com a radicalidade do Evangelho. Se o Cristianismo é amor e o Comunismo é a busca pelo fim da exploração, ambos se encontram na mesa da partilha. A espiritualidade autêntica, aquela que faz o coração arder, não habita nos cofres trancados a sete chaves, mas nas mãos estendidas. No fim das contas, a justiça social é a única oração que Deus realmente escuta sem precisar de intermediários com anéis de ouro. Se as igrejas e templos não servem para libertar o homem da miséria, elas só servem para decorar as paisagens da opressão levada a cabo por seus líderes que com toda a heresia que a hipocrisia permite, se autoproclamam legítimos representantes de Deus entre os homens.

domingo, 28 de janeiro de 2024

ÉSIO DO PT E LARISSA CAMURÇA: SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS

       


     Em relação as pré-candidaturas de Larissa Camurça e Ésio do PT, não há como não identificar grandes semelhanças políticas entre os dois nomes e, também diferenças significativas; dentre as quais destaco o fato de que até pouco tempo, para o eleitorado Pacatubanos, tanto Larissa quanto Ésio, eram ilustres desconhecidos, apesar de na vizinha cidade - Maracanaú - pertencem ao mesmo grupo político que é capitaneado por Roberto Pessoa, empresário e grande liderança política do estado do Ceará, que foi deputado estadual de 1991 a 1995,  eleito deputado federal por quatro mandatos e atualmente encontra-se no quarto mandato à frente da prefeitura de Maracanaú.

         Outra semelhança que não passa despercebida é o fato de Larissa ter como principal apoiador seu esposo Firmo Camurça, ex-vereador, presidente da Câmara Municipal, prefeito de Maracanaú por dois mandatos consecutivos e atualmente ocupando uma cadeira de deputado estadual na Assembleia Legislativa do estado do Ceará. Ésio do PT por sua vez, conta com o apoio incondicional de sua esposa, Fernanda Pessoa, filha do prefeito Roberto Pessoa, deputada estadual por três mandatos consecutivos e atualmente ocupa uma cadeira na Câmara Federal, tendo sido eleita para o mandato de deputada federal, com uma votação expressiva dos cearenses.

        Diante dos pontos em comum, acima citados, como explicar que a pré-campanha da Secretária do Bem-Estar Animal de Maracanaú, Larissa Camurça se sobressaia, a do bem-sucedido e dinâmico empresário na área de Saúde Ésio de Souza? A explicação plausível seria exatamente a questão que mencionei na matéria publicada no Portal da Rua dia 19/01/2024, qual seja: organização da campanha, marketing, engajamento nas redes sociais, volume e peso dos apoiadores e claro; segurança e firmeza nos argumentos apresentados, que se traduz em poder de convencimento dos eleitores. Sobre estas questões, Ésio vem trabalhando fortemente.

      Outro fator digno de registro é que Ésio do PT sempre atuou nos bastidores da política e isso pelo menos inicialmente o levou a perder espaço para Larissa Camurça, que desde sua união ao então prefeito de Maracanaú, e agora deputado estadual Firmo Camurça, o acompanha, participando ativa e intensamente das atividades políticas do esposo, registrando maior atuação política, a partir do momento em foi nomeada e assumiu o protagonismo na Secretaria do Bem-Estar Animal. Some-se a isto, o fato de ser Larissa uma mulher jovem e bonitas, pesando também em seu favor que a maioria do eleitorado brasileiro é composto por mulheres.

DIREITO DE RESPOSTA AO ARTIGO PUBLICADO EM 19/01/2024


Na condição de autor do artigo intitulado “análise das pré-candidaturas a prefeitura de Pacatuba” fui procurado pela assessoria do pré-candidato Ésio de Souza que me enviou considerações a respeito da referida publicação, o qual, zelando pelo princípio da isenção e imparcialidade a qual me referi, não poderia deixar de publicá-lo na íntegra. Segui o texto enviado pela assessoria do pré-candidato:

“Bom dia!!! Amigo Eudasio:

Faço aqui uma breve análise sobre seu texto contendo a sua reflexão sobre as pré-campanhas em Pacatuba. Em primeiro lugar oferece o texto uma análise abrangente das dinâmicas políticas locais. A clareza na comunicação e a capacidade de influenciar o eleitorado parecem ser fatores cruciais. É interessante observar as estratégias adotadas pelos pré-candidatos, especialmente as mudanças visíveis na abordagem de Ésio Souza. O contexto de clamor por mudança na cidade também destaca a importância do desempenho atual na gestão municipal.

De certa forma, pode-se fazer um paralelo entre a trajetória do candidato Ésio de Souza e a história dos três porquinhos. Enquanto alguns pré-candidatos podem representar porquinhos que construíram suas casas rapidamente, Ésio optou por uma abordagem mais cautelosa, semelhante ao porquinho que construiu sua casa de tijolos. Sua mudança estratégica para "Ésio do PT" pode ser vista como um reforço em sua construção política, buscando uma base sólida para atrair diferentes segmentos eleitorais. Essa abordagem gradual parece estar ganhando apoio, lembrando a resistência da casa de tijolos na história infantil”. (Assessoria do pré-candidato Ésio de Souza).

ANÁLISE DAS PRÉ-CANDIDATURAS A PREFEITURA DE PACATUBA

             

        Inicialmente o artigo foi escrito a pedido do amigo, Allan Kardec Marinho para o site Portal da Rua Diretor Geral da TV Pitaguary e do Portal da Rua, com o objetivo de descrever minha percepção sobre as atividades que acompanhei presencialmente e por meio das redes sociais em relação as pré-campanhas de Larissa Camurça, Rafael Marques e Ésio de Souza a prefeitura de Pacatuba. Agora resolvi reativar meu blog e repostar a matéria que escrevi, conforme segue: A princípio a intenção é tratar a questão com isenção e imparcialidade. O que não será difícil, haja vista que em relação a política em Pacatuba, não nutro qualquer interesse pessoal, eleitoral ou político, uma vez que resido, trabalho e voto em Maracanaú. Deste modo, diferentes de algumas pseudo lideranças, não irei “vender” aos pré-candidatos algo que não tenho. Meu interesse neste caso é tão somente jornalístico.

Entretanto, ao começar a escrever, devo fazê-lo tendo a compreensão de que por mais imparcial que seja, para o leitor/adepto/eleitor/militante e mesmo os pré-candidatos ora analisados - dadas as significativas diferenças de volume nos atos de rua, no quantitativo de apoiadores, peso das lideranças, e claro, o trabalho de marketing nas redes sociais entre as candidaturas analisadas - será muito difícil aceitar o conceito de imparcialidade no contexto comparativo. Não apenas pelas diferenças e características acima elencadas, mas também pelo poder de comunicação e convencimento dos pré-candidatos, a clareza na transmissão das mensagens passadas aos eleitores e, principalmente na demonstração de força no quantitativo e no peso político de seus apoiadores.

Esses são fatores cruciais para passar a percepção de volume e adesões e isto, faz toda diferença em relação a este ou aquele nome parecer mais ou menos forte perante o eleitorado. A mensagem enviada sendo recebida com clareza pelo receptor terá o poder inquestionável de influenciar a percepção dos munícipes e lhes proporcionar a sensação de que aquele candidato ou candidata tem a possibilidade real de realizar as mudanças que os Pacatubanos tanto anseiam. E se tem uma coisa que percebi em dois eventos que acompanhei presencialmente e nas visitas que fiz, foi que o povo de Pacatuba, clamam realmente por mudanças.

Quanto ao candidato Rafael Marques, é fato que este carrega um grande fardo - o desgaste causado pelos últimos acontecimentos envolvendo denúncias e de corrupção e superfaturamentos, que culminou com a prisão de seu tio e antecessor Carlomano Marques e de parcela significativa de seu secretariado -. Contudo, se nenhum fato desta natureza voltar acontecer até as eleições e ele continuar no ritmo que está com a máquina da prefeitura funcionando trabalhando intensamente e entregando obras e asfaltos - coisa que a muito os Pacatubanos não viam - certamente será um dos nomes com perspectivas reais e ir para o embate com chance de vitória.

Larissa Camurça vem demonstrando grande aceitabilidade na cidade vizinha conforme demonstram as pesquisas e enquetes que se tem conhecimento além das movimentações nas redes sociais. Claro Larissa tem a seu favor, o deputado estadual Firmo Camurça, que a mais de um ano começou suas andanças pelas ruas de Pacatuba se apresentando como sendo o pré-candidato a prefeito que traria as mudanças que os cidadãos Pacatubanos clamam e precisam, e no momento certo, retira seu nome, e lança sua esposa a prefeitura daquela Cidade. Se eu tivesse que fazer uma comparação em relação a esta movimentação estratégica de Firmo Camurça e uma passagem bíblica, guardadas e respeitadas as devidas proporções - pedindo perdão por qualquer heresia que possa cometer com essa comparação - eu diria que Firmo está para Larissa como João Batista esteve para Jesus, ou seja, ele foi na frente e preparou seu caminho.

         Em relação ao pré-candidato Ésio do PT, cujas pesquisas iniciais apontam-no como desconhecido dos Pacatubanos, o que não é de se estranhar haja vista que o empresário do ramo de saúde e esposo da deputada federal Fernanda Pessoa, sempre atuou nos bastidores da política, trabalhando alianças e composições partidárias, sendo esta a primeira vez em que se tem notícia de uma ação de linha de frente como pré-candidato, então é natural que mesmo sendo conhecido por grandes nomes da política partidária e eleitoral seja um desconhecido para o eleitorado comum. 
         
            Tanto é assim, que ao perceber essa reação Ésio de Souza tratou logo de mudar a estratégia, e mudou seu nome de campanha para “Ésio do PT” numa tentativa de atrair apoio do eleitorado petista e dos eleitores do presidente Lula. Se estratégia o levará a vitória no pleito, dificilmente, mas uma coisa é certa, a partir desta simples mudança e de um upgrade em sua equipe de marketing, tem havido uma melhoria significativa em seu desempenho nas ruas e nas redes sociais, sentindo-se inclusive uma maior adesão a sua pré-candidatura.

DEMOCRACIA EM TENSÃO: POLARIZAÇÃO, ANISTIA E DESCONFIANÇA INSTITUCIONAL NO BRASIL

Por Eudasio Menezes Os dados da pesquisa Futura/Apex trazem um sério alerta às principais instituições da República. Em um cenário onde a de...