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| Montagem a Partir de Imagens da Internet |
Todos
os dias temos levantado questionamentos e exigido comportamentos adequados
sobre questões sociais, políticas, éticas, morais, legais, cobrando dos
políticos que atuem segundo nossos discursos obedecendo as leis e respeitando
os princípios constitucionais elementares para a boa convivência em sociedade.
Isso é errado? Claro que não. É o mundo ideário para qualquer agrupamento
social minimamente civilizado. Entretanto, a pergunta que devemos fazer é: Praticamos
tudo ou pelo menos parte do que estamos sempre exigindo? Para responder estas
questões, alguns elementos comportamentais devem ser observados sobre os acontecimentos
dos últimos anos em nosso País e que foram, tão amplamente divulgado na grande
mídia e nas redes sociais.
Comecemos
então pelo comportamento de parcela significativa da classe política -
independente de filiação partidária - que ao estarem de algumas situações que
ensejam o envolvimento com atos criminosos, onde contra eles pesam fortes indícios,
seja através de vídeos, fotos, provas testemunhais e toda sorte de evidências, insistem
em dizer que não passa de golpe e invenção da mídia golpista - Lula e o PT -,
que os acusadores são bandidos contumaz e as provas por eles apresentadas não
merecem credibilidade - Temer e o PMDB - ou que são provas forjadas e tudo não
passa de armação de adversários políticos para manchar a integridade de homens
honrados - Aécio e o PSDB - dentre outros tantos argumentos usados por
políticos e partidos diversos.
Quanto
aos membros do Judiciário, ainda é grande o manto da obscuridade e falta de
transparência de suas ações, contudo, no fator corrupção e cometimento de
crimes por vários de seus integrantes também não ficam imune. Temos casos desde
o escândalo do Juiz Nicolau dos Santos - Juiz Lalaú - até a venda de alvarás e
sentenças judiciais para criminosos internacionais, conforme foi recentemente
noticiado sobre membros do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, em conluio
criminoso com advogado integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil, secção
cearense. Casos semelhantes são noticiados também em nossas Cortes Superiores,
onde são tomadas importantes decisões, que afetam diretamente toda vida social,
política e econômica da Nação Brasileira.
Não
é incomum ouvir, ver e ler na mídia indicativos de gravidade ainda maior, além
das notícias de corrupção, favorecimento pessoal e tráfico de influência
atribuídas alguns de seus membros. Ocorre que nestas Cortes, alguns ministros
parecem demonstrar com primazia a capacidade de interpretar a lei e a
jurisprudência em conformidade com suas convicções e interesses pessoais e
políticos, em detrimento do verdadeiro sentido que deve representar a Justiça.
Este comportamento é facilmente perceptível, quando vemos decisões diversas tomadas
em procedimentos semelhantes, o que pelo menos em tese, demonstram fortes
indicativos de que algumas decisões são tomadas em função de algo ou alguém que
não os interesses da Justiça.
Outro
indicativo detectado é que não são raras as vezes julgadores saem da condição
de juízes imparciais, cumpridores e aplicadores de Lei, para uma posição
midiática, fazendo declarações onde ficam nítidas que suas preferências
pessoais se sobrepõem aos interesses da lei, da ordem e da Justiça. E isto
muitas vezes aparenta que estamos diante do picadeiro de um circo ou de um
grande teatro ao ar livre com uma plateia que supera os 200 milhões de
espectadores.
Enquanto
tudo isso acontece, as organizações da sociedade civil organizada e mesmo os
cidadãos individualmente se pegam no dualismo “meu lado é bom, o teu é mal”,
sem realmente ter qualquer preocupação fática em mudar a situação que está
posta. Debatem quem é mais ou menos ladrão, mais não discutem uma formula clara
de acabar com a roubalheira. Exigem a honestidade dos políticos e quando chega
o período da eleição cobram valores e favores pessoais em troca de seu voto.
Ficam indignados com aqueles que prática a violência e a criminalidade, mas
recusam-se a debater com seriedade as consequências que levaram a este estado
de caos.
É
caros leitores, sabemos que somos nós, na condição cidadão brasileiros os
detentores do poder político supremo. Entretanto, enquanto vivenciarmos a
hipocrisia e o egoísmo individual em nossa desorganização social, jamais
seremos capazes de promover as mudanças necessárias que permitam a nossa Nação
ser considerada soberana possuidora de uma sociedade política civilizada, e
essa condição irá somente quando nós integrantes desta sociedade -
desorganizada - deixarmos a condição de conduzidos e assumirmos a primazia na
condução das discussões e decisões políticas.

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