Existem
pessoas que por desconhecimento, má-fé, ou por indução de terceiros são levadas
a propagar informações de forma inverídica, unicamente para defender um ponto
de vista político, que tem por objetivo aproveita-se de uma situação por vezes catastróficas
para trazer adeptos em defesa de um projeto pessoal ou para denegrir a imagem
de pessoas e políticos com os quais não concordam.
As
que assim agem por desconhecimento são perdoáveis, afinal nem todo mundo detém
o dom da compreensão para entender e principalmente para passar uma mensagem
séria, real e verdadeira, conseguindo no máximo uma produçãozinha “meia boca”
para conquistar likes, explorando a hipocrisia e a mediocridade de outros.
Contudo,
pior do que os que agem por falta de compreensão, são aqueles que o fazem por má-fé
ou por manipulação de terceiros, pois estes agem de forma conscientes e
premeditada sabendo que estão propagando uma informação inverídica. Assim,
enquanto no primeiro caso, o agente ou agentes sofrem de deficiência
intelectual, no segundo caso, a deficiência é ética e moral.
Disto
isto, vamos ao que interessa. A partir das notícias sobre a tragédia de
Brumadinho em Minhas Gerais, onde até o momento em que eu redigia este texto, foram
confirmadas as mortes de 37 pessoas e o desaparecimento de outras 280, tenho
visto algumas pessoas, em sua maioria eleitores, defensores e adeptos do “Bolso-Maniqueísta”, criando e postando
Fake News que tem por objetivo induzir seus leitores a acreditar que a culpa
desta tragédia é da ex-presidente Dilma Rousseff.
De fato, diferente do que tentam insinuar estas
pessoas, o decreto não veio para isentar os homens (autoridades públicas e empresários)
e suas empresas (órgãos públicos ou empresas privadas) de suas
responsabilidades, tornando desastres naturais essas ações irresponsáveis. E não por acaso ele foi editado há 3 anos, exatamente no mês de novembro
de 2015, quando o rompimento de barragem de Mariana, também em Minas Gerais
(Terra de Dilma Rousseff) causou maior desastre ambiental do país, matando 19
pessoas, e ocasionando um
desastre ambiental irreparável.
Na verdade, o objetivo do decreto foi tão somente possibilitar
as vítimas desse tipo de acidente, um mecanismo paliativo porém mais rápido de
suprir suas necessidades imediatas, até que a Justiça com toda sua pompa e
morosidade defina os culpados e atribua-lhes as responsabilidades civil (reparação
por meio de multas pagas ao Estado e indenizações às vítimas e seus familiares)
e penalmente (criminalizando e aplicando as devidas sanções penais) pelos seus
atos. Só que isso nem sempre ocorre e quando por ventura vem a ocorrer já tem
se passado anos e anos como foi o caso do desastre no município de Mariana, após o rompimento de uma barragem
(Fundão) da mineradora Samarco, controlada pela BHP Billiton e também controlada
pela Vale.
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