sábado, 27 de maio de 2023

REFLEXÃO: SÍNDROME DO TERCEIRO MANDATO

Já falei sobre o assunto em debates nas rodas de amigos, em postagens nas minhas redes sociais, no meu programa Conexão Agora pela TV Pitaguary dentre outros. Mas do que se trata este conceito? Inicialmente vale destacar a etimologia da palavra síndrome que advém do grego "syndromé" e significa "reunião". Trata-se, pois, de um termo bastante utilizado na Medicina e na Psicologia para caracterizar um conjunto de sinais e sintomas que definem uma determinada patologia ou condição.

Mas como encaixar essa palavra na política? Bem, essa é uma tese que venho desenvolvendo nos últimos cinco meses, a partir do estudo empírico de determinadas situações e fatos recentes na política governamental de nosso país. 

Até o momento, minha conclusão é de que esta síndrome de terceiro mandato, ataca principalmente Gestões de mandatários que por terem tido um excelente desempenho nos dois primeiros mandatos, o povo conferiu-lhes a rara oportunidade de administrá-los pela terceira vez. Rara dentro das regras democráticas é claro, pois nas ditaduras sejam de direita ou de esquerda tudo é possível.

Mas quais são as causas e consequências dessa tal síndrome do terceiro mandato? Bem as causas geralmente são duas:

A primeira: um parlamento medíocre que visam apenas seus próprios interesses em detrimento do sentimento do povo ou dos projetos políticos e sociais que o gestor de terceiro mandato apresentou para seus eleitores durante a campanha.

Já a segunda está diretamente relacionada a um grupo de colaboradores que ignoram a vontade dos gestores em terceiro mandato, agindo em causa própria visando os próprios interesses e em consequência frustrando não apenas a vontade do gestor eleito e de seu projeto de gestão, mas principalmente frustrando os anseios do povo, que votaram não apenas no gestor mais em seu projeto político. Esses dois fatores juntos contribuem sobremaneira para aumentar ainda mais a repulsa da população em relação aos políticos de forma generalizada.

Por fim, tudo leva a crer que este vírus maléfico não está limitado apenas a políticos de terceiro mandato, afinal já percebi sintomas que evidenciam sua presença também em mandatários de primeira viagem. Então o que devemos fazer é torcer e trabalhar arduamente para que essa síndrome não se espalhe ainda mais e vire uma pandemia global.

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

“S.O.S. FORÇAS ARMADAS, SALVEM O BRASIL”

PARTE III

O que diriam estes que hoje estão nas ruas pedindo a INTERVENÇÃO MILITAR, se fossem submetidos a algumas das formas de tratamentos dados pelos militares brasileiros no período da Ditadura Militar àqueles que discordavam do governo militar, para que eles possam ter uma ideia e fazer uma reflexão, seria interessante conhecer, alguns dos métodos utilizados.

Algumas das formas de tratamento dado pelos militares àqueles brasileiros e brasileiras considerados por eles subversivos termo usado por eles para descrever aqueles que se insurgiam contra a censura, a privação de liberdade, a proibição da difusão da educação da cultura e também aqueles que ousavam falar dos casos de corrupção e desvio de dinheiro entre os “generais e suas tropas”. As torturas mais comuns utilizada pelos militares eram: Lembrando que o direito de reunião e de manifestação - principalmente estes - eram considerados pelos militares como subversão e, portanto, contrário à lei e a ordem tão falada nas manifestações de hoje.

Pau-de-Arara: consistia numa barra de ferro era atravessada entre os punhos amarrados e a dobra do joelho, sendo o conjunto colocado entre duas mesas, ficando o corpo do torturado pendurado a cerca de 20 ou 30 centímetros do solo e quase sempre era utilizado com outros complementos como eletrochoques, palmatória e afogamento.

Choque Elétrico: um dos métodos de tortura mais cruéis e largamente utilizados durante o regime militar, o choque era aplicado através telefone de campanha do exército que possuía dois fios longos que eram ligados ao corpo nu, normalmente nas partes sexuais, ouvidos, dentes, língua e dedos do acusado que recebia descargas sucessivas, a ponto de cair no chão.

Pimentinha: era uma máquina constituída a partir de uma caixa de madeira que, no seu interior, continha um ímã permanente, no campo do qual girava um rotor combinado, de cujos terminais uma escova recolhia corrente elétrica que era conduzida através de fios, que davam choques no torturado, de até 100 volts.

Afogamento: nessa prática, os torturadores fechavam as narinas do torturado e colocavam uma mangueira, toalha molhada ou tubo de borracha dentro de sua boca obrigando-o a engolir água. Outro método era mergulhar a cabeça do torturado num balde, tanque ou tambor cheio de água (ou até fezes), forçando sua nuca para baixo até o limite do afogamento.

Cadeira do Dragão: consistia numa espécie de cadeira elétrica, onde os torturados eram sentados pelados numa cadeira revestida de zinco ligada a terminais elétricos e quando o aparelho era ligado na eletricidade, o zinco transmitia choques a todo o corpo e muitas vezes, os torturadores enfiavam na cabeça da vítima um balde de metal, onde também eram aplicados choques.

Geladeira: as vítimas ficavam nuas numa cela baixa e pequena, que os impedia de ficar de pé e depois, os torturadores alternavam um sistema de refrigeração super frio e um sistema de aquecimento que produzia calor insuportável, enquanto alto-falantes imitiam sons irritantes. Os presos ficavam na “geladeira” por vários dias, sem água ou comida.

Palmatória: era como uma raquete de madeira, bem pesada, geralmente, era utilizado em conjunto com outras formas de tortura, com o objetivo de aumentar o sofrimento do acusado. Com a palmatória, as vítimas eram agredidas em várias partes do corpo, principalmente em seus órgãos genitais.

Produtos Químicos: existiam vários produtos químicos que eram comprovadamente utilizados como método de tortura, para fazer o acusado confessar, era aplicado soro de pentatotal, substância que fazia a pessoa falar, em estado de sonolência e em alguns casos, ácido era jogado no rosto da vítima, o que podia causar inchaço ou mesmo deformação permanente.

Agressões Físicas: vários tipos de agressões físicas eram combinados à outras formas de tortura. Um dos mais cruéis era o popular “telefone” que consistia em que o torturador com as duas mãos em forma de concha, dava tapas ao mesmo tempo contra os dois ouvidos do torturado. A técnica era tão brutal que podia romper os tímpanos e provocar surdez permanente.

Tortura Psicológica: falar de Tortura Psicológica é redundância, considerando que toda o tipo de tortura deixa marcas emocionais que podem durar a vida inteira. Porém, havia formas de tortura que tinha o objetivo específico de provocar o medo, como ameaças e perseguições que geravam duplo efeito: fazer a vítima calar ou delatar conhecidos.

Fonte:

https://documentosrevelados.com.br/tpos-de-tortura-usados-durante-a-ditadura-civil-militar/ 

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

“S.O.S. FORÇAS ARMADAS, SALVEM O BRASIL”

PARTE II

Para os que estão indo as ruas, bloqueando estradas e impedindo o direito de ir e vir das pessoas, e sob o falso argumento de defesa da liberdade pedindo intervenção das Forças Armadas no País, saibam que com isso vocês apenas criam  caos e instabilidade no País, apenas para tentar evitar a posse de um governo democraticamente eleito. 

Então, seria interessante que vocês conhecessem um pouco de como era a vida e a convivência dos brasileiros com os militares brasileiros no período da Ditadura Militar. Miliares estes treinados e orientados pela CIA - Agência de Inteligência Americana, e sob o falso pretexto de combater o Comunismo - que existia apenas na cabeça dos generais que detinham e conservavam o poder político sob a força do medo, dor, perseguição e morte - tratavam os brasileiros que conclamavam por liberdade, igualdade e fraternidade.

Para trazer um pouco da realidade daquela época é interessante destacar como se deu o contexto histórica que se especializou em combater aqueles que ousavam falar contra o regime ditatorial no Brasil. As técnicas adotadas por eles, guardam uma estreita ligação com as técnicas desenvolvidas através de experimentos com o PROJETO MKULTRA.

Esse Projeto era um programa de experiências ilegais em humanos usado pela CIA durante a Guerra Fria e que consistia na tentativa de controle mental através de lavagem cerebral de indivíduos por meio do uso de drogas e outros procedimentos e técnicas aplicadas em interrogatórios como tortura, para debilitar e forçar confissões por meio de controle de mente. Essas técnicas foram trazidas para o Brasil pelos ditos militares e agentes policiais que frequentaram as Escolas das Américas.

Como mencionado vários foram os membros da força policial brasileira e militares que foram treinados por especialistas em tortura que vieram para o Brasil com o objetivo de difundir os métodos e meios de interrogatório compilados pela CIA, a exemplo do caso do policial estadunidense Dan Mitrione, um agente do FBI e conselheiro de governos da América Latina, que atuou na década de 1960, colaborando com as ditaduras que governaram o Brasil e o Uruguai. 

Registra a história que em meados dos anos 1960, Mitrione foi contratado pela USAID - Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional para treinar as polícias do Brasil e do Uruguai, ensinando métodos de tortura que se disseminaram em especial no Brasil e no Uruguai, resultando em milhares de casos de violações de direitos humanos e brutalidade policial nestes países.

Estas práticas ficaram demonstradas depois da liberação pelo governo americano de uma lista parcial contendo nomes de participantes nos treinamentos da Escola revelou também nomes de militares brasileiros treinaram e participaram da prática de tortura, inclusive no Chile. E para colocar em prática o aprendizado, no Brasil foi instalado por oficiais brasileiros formados, na Escola das Américas - renomeada para Instituto do Hemisfério Ocidental para a Cooperação em Segurança, o CIGS - Centro de Instrução de Guerra na Selva - em Manaus, comandado pelo general francês Paul Aussaresses, promotor do uso da tortura na guerra colonial da Argélia. (Fonte: Wikipédia) 

domingo, 27 de novembro de 2022

“S.O.S. FORÇAS ARMADAS, SALVEM O BRASIL”

PARTE I

Para os que estão indo as ruas bloqueando estrada, impedindo o direito de ir e vir e a liberdade, tão defendida por eles antes da eleição, e sob falso pretexto de defesa de Deus, (que não precisa de defesa) da Pátria (que estão corrompendo) e da Família (que estão desvirtuando e desorientando com a produção massiva de fakenews), cometem e incitam o cometimento de forma direta ou indiretamente de violências, como agressões físicas, psicológicas, homofobias, preconceituosas,  incentivo a atos que levam a morte como foi o caso recente de um ex-aluno filho de militar que entrou em escolas e matou várias pessoas, inclusive crianças inocentes.

Estes "manifestantes, que bloqueiam estradas, impedindo o fluxo de alimentos, medicamentos e até mesmo de pacientes que são transportados para cirurgias e outros procedimentos nos hospitais Brasil a fora, são os mesmos que até antes das eleições diziam falar em nome do direito de ir e vir, da liberdade, da família, de Deus e da Pátria. O resultado insatisfatório (para eles) de eleições democráticas mudou todos estes "sentimentos nobres". 

Para as pessoas que saem as ruas pedindo a intervenção das Forças Armadas no País, como forma de criar o caos e a instabilidade como forma de não reconhecer e até mesmo tentar impedir a posse de um governo democraticamente eleitos, simplesmente por não reconhecerem o resultado das urnas, que sempre lhes favoreceram, seria interessante esclarecer que o art. 142 da Constituição Federal invocando por eles, não fala de golpe ou tomada do Poder Democrático.

Este dispositivo constitucional na verdade visa resguardar e proteger as instituições democráticas do País, composta basicamente pelos Três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário). É isto que está expresso quando o citado artigo menciona que as Forças Armadas destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes (Poderes), da lei e da ordem.

Notem ainda que a parte final do referido artigo determina que este dispositivo, pode e deve ser acionado por quaisquer destes Poderes para garantir a estabilidade democrática, mantendo a lei e da ordem. Ou seja, o mesmo dispositivo invocado pelos manifestantes para pedir a intervenção militar, pode também ser usado por iniciativa de quaisquer dos poderes da República, para rechaçar os atos antidemocráticos que vem criando instabilidade, violência e provocando até mortes Brasil a fora.

Ressalte-se por fim que toda e qualquer manifestação popular é legítima, desde que legal seja o objeto de seu pedido, reivindicar por salário, saúde, educação, segurança, moradia, direitos humanos etc. Não é o caso de uma intervenção militar nas instituições democráticas do País.

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

O RELATÓRIO DO PL SEMPRE VISOU OU NORDESTE

O Presidente do Tribunal Superior Eleitoral ministro Alexandre de Moraes indeferiu o pedido do Partido Liberal, que com base em um “relatório técnico”, pedia a nulidade dos votos de mais de 50% das urnas eletrônica, mais especificamente as urnas de modelos 2009 à 2015, nulidade esta que seria apenas para o segundo turno, e tão somente para presidente da República.

Destaque-se que as urnas mencionadas no relatório do Partido Liberal vêm sendo usadas em todas as eleições, beneficiando inclusive Bolsonaro, seus filhos e aliado, sem que até o momento qualquer contestação formal, além de boatos e divulgação de fakenews fossem apresentados. Então sem entrar muito no mérito ou na tecnicidade do relatório em uma breve análise chega-se à seguinte conclusão:

Entendendo o caso: O PL jamais pretendeu à anulação da eleição referente ao primeiro turno, até porque a coligação de Bolsonaro fez vários governadores e pelo menos 60% da bancada no Congresso Nacional. Por isso para atender os “terraplanistas BolsonARIANOS” que vivem divulgando fakenews sobre as urnas eletrônicas e o processo eleitoral brasileiro capitaneados por Bolsonaro e seus filhos, Valdemar Costa Neto resolveu contestar apenas o segundo turno, pedindo a anulação dos votos referentes a 275 mil urnas, o que representa 58,25% das 472.075 urnas utilizadas nos dois turnos do processo eleitoral.

De acordo com uma planilha constante do relatório do PL às fls. 04 estas 275 mil estão distribuídas nos 26 estados da federação nas cinco regiões do País nos seguintes percentuais, sendo que 11,54% estão em 3 estados da Região Sul, 11,54% estão em 3 estados da Região Centro-Oeste, 15,38% estão em 4 estados do Sudeste, 26,92% estão situadas em 7 estados da Norte, e por último e mais importante a Região Nordeste, onde de acordo com o relatório nos 9 estados estariam 34,62% das urnas passiveis de anulação. Percebam que o maior percentual das referidas unas estão exatamente na única Região do País onde Lula ganhou de Bolsonaro com folga.

Então, sabendo-se os percentuais de votos atribuídos aos candidatos a presidente em cada região do País no segundo turno e aplicando-se as informações constantes na página 4 do relatório, é possível afirmar que a intenção do Partido Liberal, considerar eleito Bolsonaro e não Lula. E para isso bastaria apenas desconsiderar quase 35% dos votos dos Nordestinos atribuídos a Lula.

Vejamos, considerando que a diferença entre Lula e Bolsonaro foi de pouco mais de 2 milhões de votos, e considerando o Nordeste teve aproximadamente 32,5 milhões de votos válidos, uma redução de 35% nos votos de Lula significaria dizer que ele sairia de 22,5 milhões de votos para pouco mais de 14,7 milhões, representando uma redução de 7,8 milhões, no cômputo geral, portanto, suficiente para mudar o resultado do pleito e colocar Bolsonaro na presidência.

Mas claro que tudo isso não passou de um pano de fundo, porque na verdade “macaco velho na política” Valdemar Costa Neto sabia, que um pedido dessa magnitude, ainda mais sem qualquer respaldo técnico ou legal plausível (anular apenas o segundo turno) jamais teria condições de encontrar guarida no Tribunal Superior Eleitoral ou em qualquer outra Corte de Justiça.

Portanto, o objetivo real desse “circo armando” foi tão somente alimentar os “terraplanistas BolsonARIANOS”, com a maior fakenews da história da democracia brasileira, para eles continuem a criar o caos e com isso criar um clima de instabilidade, insegurança e alimentando a violência no País.

sábado, 30 de janeiro de 2021

BOLSONARO: UMA PROMESSA FOI CUMPRIDA

 
"...Não invento nem crio factoides ou uso palavras pomposas para descrever mentiras, como o fazem alguns dos pseudos intelectuais para defender as mazelas de seu chefe tresloucado que brinca, zomba e tripudia da dor e sofrimento de milhões de brasileiros ....” (Eudasio Menezes).

Quando deputado federal, o hoje presidente Jair Messias Bolsonaro atacou o Congresso Nacional “o congresso não presta pra nada, só vota o que o presidente quer” afirmou ainda que “se fosse eleito presidente fecharia o congresso no mesmo dia”, defendeu a sonegação de impostos, e foi além, ao defender uma guerra civil que tirasse a vida de pelo menos 30 mil brasileiros, começando pela de Fernando Henrique Cardoso.

Em 2018 surfando na onda do antipetismo em especial durante o segundo mandato de Dilma Rousseff, sentimento este que foi fomentado na grande mídia por meia dúzia de políticos e empresários, que não encontraram em Dilma a facilidade que tiveram em governos anteriores para chantagear e extorquir os brasileiros através de suas instituições representativas, com a promessa de acabar com a corrupção Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República.

Eleição essa que se tornou possível graças ao sentimento equivocado de uma parcela desinformada composta por alienados e fanáticos religiosos, em especial do meio evangélico, conduzidos por alguns pastores mal caráteres que fazem da palavra de Deus não um meio para salvação do espírito humano, mas um fim para engordar suas próprias contas bancárias (existem pastores cujo salário da ocupação formal não condiz com seu padrão de vida ou o patrimônio este, muitas vezes ocultos em nome de “laranjas”.

Assim, num acidente de percurso, onde Aécio Neves teve sua vida pregressa exposta com notícias vinculando-o a apreensão de 500 quilos de cocaína e também seu envolvimento com corrupção vinculada a Odebrecth uma grande multinacional que eu considero como a mãe da propina no Brasil e em vários países mundo a fora. E claro, com a ajuda inquestionável do então “paladino da justiça” o juiz federal Sérgio Moro e seu exército de procuradores chefiados por Deltan Dallangnol, Bolsonaro tornou-se presidente da República, com a promessa de acabar com a corrupção.

 Desde então, com raríssimas exceções o que vemos é que Bolsonaro vem fazendo uma administração catastrófica e medíocre, com constantes ataques a imprensa, desrespeito a dignidade da pessoa humana, xenofobia, homofobia. Ah e sobre o combate a corrupção nada foi feito.

Ao contrário, o governo Bolsonaro vem aparelhando as instituições estatais que outrora eram tidas como combatentes da corrupção (embora ao meu sentir foram apenas um meio para atingir um fim que seria destituir do poder o Partido dos Trabalhadores) com o objetivo de proteger seus familiares a exemplo de seu filho e ex-deputado Flávio Bolsonaro envolto até o talo no esquema de corrupção denominado “rachadinha” sobre o qual conseguiu inclusive o aval da justiça brasileira para que nada seja divulgado.

Sobre a família presidencial brasileira atual, pairam até suspeitas envolvendo-os com os responsáveis pela execução da vereadora Psolista do Rio de Janeiro Marielle Franco, cuja questão da visita de um de seus executores ao condomínio (casa) onde reside Jair Bolsonaro, até hoje ao meu sentir nunca ficou bem esclarecido.

Dentre muitas outras promessas de campanha feita por Jair Bolsonaro foi a de enxugar a máquina pública reduzindo ministérios e não fazer negociatas com partidos ou políticos trocando ministérios ou cargos por apoio e votos. Mais uma mentira BolsonARIANA. Contudo, ao primeiro sinal de ameaça de processo de impeachment, tratou logo de negociar ministérios e cargos com os partidos que compõem o chamado Centrão. Ou seja, partidos fisiologistas que independente de quem esteja no poder eles darão sustentação, desde que tenham seus anseios e aspiração pessoais atendidas.

E agora, na iminência de acontecer as eleições das presidências e mesas diretoras da Câmara e Senado Federal, Bolsonaro dá mais um passo em sua meta para continuar a saga de controle das instituições da República. Desta feita, libera bilhões em emendas parlamentares e promete a recriação de ministérios, para atender a mais de 280 parlamentares que devem em trocar eleger os candidatos dele a presidência das duas casas que compõem o Congresso Nacional. Se insto acontecer, por certo, no futuro próximo poderemos chamar o que vemos como caos de hoje, como o paraíso de ontem.

Finalmente uma das poucas coisas que Bolsonaro cumpriu e até se superou, já que não houve a necessária uma guerra civil, foi a parte que ele fala sobre a morte milhares de brasileiros. Nesse quesito, o BolsonARIANO-MOR, com sua prática negacionista e desinformativa ajudado por milhares de religiosos radicais, falsos moralistas, demagogos e outros tantos pobre “égua”, “mama na égua” e “filhos de uma égua” pregando contra as medidas de proteção como distanciamento social, uso de máscara, tratamentos precoces não comprovados cientificamente e até mesmo contra a imunização através de vacinas conseguiu, fazer com que os efeitos da pandemia que assola o mundo fossem intensificada no Brasil.

Somente após superarmos os 8.500.000 (oito milhões e quinhentos mil) infectados pela Covid-19, com 205.000 (duzentas e cinco mil mortes) é que alguns Negacionistas BolsonARIANOS, incluindo nestes o próprio presidente da República começaram timidamente a admitir o uso das vacinas como benéficos, NEGANDO ASSIM SEU PRÓPRIO NEGACIONISMO.

Na data da publicação desta matéria o portal estava com atualização feita dia 29 de janeiro e constava 9.118.513 (nove milhões cento e dezoito mil e quinhentos e treze) casos confirmados, com uma média diária de 59.826 (cinquenta e nove mil oitocentos e vinte e seis mil) novos casos, totalizando 222.666 (duzentos e vinte e dois mil seiscentos e sessenta e seis) mortes com uma média diária de 1.119 (mil cento e dezenove mil) e uma taxa de letalidade de 2,4 %, correspondendo a mortalidade de 106 pessoas para cada 100.000 habitantes.

domingo, 24 de janeiro de 2021

TRILOGIA DO CAOS

“...Nem sempre as ações e o modus operandi demonstram as intenções de quem as pratica. É preciso estarmos atentos ao comportamento pretérito e presente do indivíduo, somente assim podemos avaliar suas verdadeiras intenções....” (Eudasio Menezes).


O Negacionista do Brasília usa e abusa de frases de efeitos que são preparadas para agradar aos seus seguidores, compostos em sua maioria por fanáticos religiosos e de resquícios mumificados do pior período de nossa história (Ditadura Militar) além de um bando de seres desinformados que querem apenas seguir os "ensinamentos" de seu mito que com suas idiotices dança sob o túmulo de mais de 215 mil mortos levados pela Covid-19.

O Engomadinho Paulista posa de Salvador da Pátria e vende uma imagem midiaticamente trabalhada enquanto trava uma batalha de ego com o Negacionista de Brasília com a vã tentativa de ludibriar aqueles que não percebem o que de fato ocorre nos bastidores da política. Ressalte-se que no passado recente ele cortou milhões em verbas que seriam destinadas a pesquisas no mesmo Butantã que ele hoje usa como trampolim político para suas aspirações pessoais.

O Cangaceiro Sobralense, vende a imagem de altamente preparado e de conhecedor dos problemas de nosso país, vomitando dados e estatísticas que ninguém liga para checar sua veracidade, entretanto, sempre que esteve assumiu algum cargo relevante, adotou a postura ditatorial (a mesma adotada pelo Negacionista de Brasília). E em seus rompantes, chegou a ofender professores, profissionais de saúde, estudantes entre outros. O que tudo indica é genético, já que seu irmão a pouco jogou uma retroescavadeira sobre centenas de policiais (que mesmo proibidos por Lei) apenas lutavam por melhorias de salário e melhores condições de trabalho.

domingo, 17 de janeiro de 2021

DESMISTIFICANDO O MITO

“...Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em referendar a medida cautelar deferida pelo Ministro Marco Aurélio (Relator), acrescida de interpretação conforme à Constituição ao § 9º do art. 3º da Lei 13.979/2020, a fim de explicitar que, preservada a atribuição de cada esfera de governo, nos termos do inciso I do art. 198 da Constituição, o Presidente da República poderá dispor, mediante decreto, sobre os serviços públicos e atividades essenciais, vencidos, neste ponto, o Ministro Relator e o Ministro Dias Toffoli (Presidente), e, em parte, quanto à interpretação conforme à letra b do inciso VI do art. 3º, os Ministros Alexandre de Moraes e Luiz Fux....” (Plenário do Supremo Tribunal Federal em referendo à Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 6.341. Distrito Federal 15 de abril de 2020.

Além do NEGACIONISMO GENOCIDA que nega a ciência e tenta minimiza os efeitos da pandemia de Covid-19, sobre o qual falei na matéria anterior, outra característica marcante disseminada pelo presidente Jair Bolsonaro e repercutida pelos BolsonARIANOS nas redes sociais, é a tentativa insana, covarde e constante de isentar-se de suas responsabilidades, enquanto chefe de Estado atribuindo seus fracassos administrativos e inércias na gestão aos petistas, aos comunistas, aos chineses e até mesmo ao povo brasileiro que não concorda com sua falta de ação efetiva no combate a pandemia.

Um exemplo claro destas tentativas de DESINFORMAR ao povo são as mentiras disseminadas por Bolsonaro e seus seguidores de que o Supremo Tribunal Federal, o proibiu de agir no combate a pandemia transferindo essa competência para os estados e municípios, quando na verdade o que o STF fez, foi apenas determinar que os estados e municípios tem autonomia concorrente para adotar medidas restritivas e protetivas que visem combater os efeitos da pandemia de Covid-19 e que o presidente pode legislar, inclusive por decreto e medida provisória, sobre medidas que visem o combate à pandemia, sem contudo, interferir na competência concorrente dos entes municipais e estaduais. O que o presidente não pode e nem deve fazer é editar qualquer medida que venha a proibir qualquer medida editada pelos estados e municípios de atuar dentro de suas áreas de competências no sentido de coibir o avanço da pandemia em seus territórios. (Leiam o teor da decisão em destaque no início desta matéria).

 Em resumo o STF, por unanimidade, confirmou o entendimento de que as medidas adotadas pelo Governo Federal na Medida Provisória (MP) 926/2020 para o enfrentamento do novo coronavírus, não afastam a competência concorrente nem a tomada de providências normativas e administrativas pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios. Decisão tomada, em sessão remota realizada por videoconferência, no referendo da medida cautelar deferida em março pelo ministro Marco Aurélio na Ação Direta de Inconstitucionalidade de número 6.341. Conforme publicado na página da Corte Constitucional brasileira, senão vejamos:

Na decisão, a maioria dos ministros seguiu à proposta do ministro Edson Fachin sobre a necessidade de que o artigo 3º da Lei 13.979/2020 também seja interpretado de acordo com a Constituição, a fim de deixar claro que a União pode legislar sobre o tema, mas que o exercício desta competência deve sempre resguardar a autonomia dos demais entes.

No seu entendimento, a possibilidade do chefe do Executivo Federal definir por decreto a essencialidade dos serviços públicos, sem observância da autonomia dos entes locais, afrontaria o princípio da separação dos poderes. Ficaram vencidos, neste ponto, o relator e o ministro Dias Toffoli, que entenderam que a liminar, nos termos em que foi deferida, era suficiente...

Polícia sanitária

O Partido Democrático Trabalhista (PDT), autor da ação, argumentava que a redistribuição de poderes de polícia sanitária introduzida pela MP 926/2020 na Lei Federal 13.979/2020 interferiu no regime de cooperação entre os entes federativos, pois confiou à União as prerrogativas de isolamento, quarentena, interdição de locomoção, de serviços públicos e atividades essenciais e de circulação.

Competência concorrente

Em seu voto, o ministro Marco Aurélio reafirmou seu entendimento de que não há na norma transgressão a preceito da Constituição Federal. Para o ministro, a MP não afasta os atos a serem praticados pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios, que têm competência concorrente para legislar sobre saúde pública (artigo 23, inciso II, da Constituição). A seu ver, a norma apenas trata das atribuições das autoridades em relação às medidas a serem implementadas em razão da pandemia.

O relator ressaltou ainda que a medida provisória, diante da urgência e da necessidade de disciplina, foi editada com a finalidade de mitigar os efeitos da chegada da pandemia ao Brasil e que o Governo Federal, ao editá-la, atuou a tempo e modo, diante da urgência e da necessidade de uma disciplina de abrangência nacional sobre a matéria.

O ministro Marco Aurélio, deferiu em parte pedido de liminar do Partido Democrático Trabalhista na Ação Direta de Inconstitucionalidade 6341 para explicitar que as medidas adotadas pelo Governo Federal na Medida Provisória 926/2020 para o enfrentamento do novo coronavírus não afastam a competência concorrente nem a tomada de providências normativas e administrativas pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios.

Na ação, o PDT pedia a suspensão da eficácia de diversos dispositivos da MP 926/2020. No entanto, para o ministro, a norma, diante do quadro de urgência e da necessidade de disciplina, foi editada a fim de mitigar a crise internacional que chegou ao Brasil. Essa parte do pedido foi indeferida.

Para o relator, a distribuição de atribuições prevista na MP não contraria a Constituição Federal, pois as providências não afastaram atos a serem praticados pelos demais entes federativos no âmbito da competência comum para legislar sobre saúde pública (artigo 23, inciso II). “Presentes urgência e necessidade de ter-se disciplina geral de abrangência nacional, há de concluir-se que, a tempo e modo, atuou o presidente da República ao editar a Medida Provisória.” (Fonte STF) concluiu.

Conforme pode ser observado no texto acima, não houve qualquer retirada de competência ou vedação as ações do governo federal, o Supremo Tribunal Federal fez foi apenas reafirmar o que está posto na Constituição Federal sobre a autonomia concorrente dos estados e municípios para adotar medidas que visem combater os efeitos da pandemia. Tanto é assim que o pedido do Partido Trabalhista Brasileiro para revogar a referida medida provisória foi indeferido pelos ministros.

           Portanto, a afirmação dos BolsonARIANOS de que o Supremo Tribunal Federal proibiu o governo federal de atuar no combate a pandemia, e transferiu essa competência para os estados e municípios, não passa de mais uma tentativa de DESINFORMAR a população, além de uma vã e medíocre tentativa de eximir o presidente Jair Messias Bolsonaro de sua responsabilidade enquanto Chefe de Estado, assim como também é medíocre o alarde que faz, quando executa alguma ação como por exemplo o repasse de recursos aos estados e municípios, tentando fazer parecer que o governo é generoso, quando na verdade está apenas cumprindo o que dita a Constituição Federal.

sábado, 16 de janeiro de 2021

NEGACIONISMO GENOCIDA


“...Aqueles que tem o Poder/Dever de agir em nome e para o bem comum de uma Nação, mas se recusam a aceitar e implementar essas ações com base em estudos científicos, negando e/ou ignorando a gravidade de uma pandemia que assola o mundo e que já tirou milhões de vida, prestando constantemente desinformações que levam ao agravamento da situação pode sim e deve ser classificado como NEGACIONISTA GENOCIDA...” (Eudasio Menezes)

Para falar apenas do período de Pandemia, pode-se afirmar de forma categórica que um dos maiores crimes do presidente da República Jair Bolsonaro é o NEGACIONISMO GENOCIDA, que é por ele praticado através de DECLARAÇÕES, difundidas em suas redes sociais, sem qualquer base cientifica. São verdadeiros arsenais de DESINFORMAÇÕES ditas por ele e disseminadas por seus seguidores através das redes sociais e em muitos casos de perfis falsos.

Lógico que Bolsonaro e os BolsonARIANOS, jamais admitiriam tal prática, mas ele é sim, NEGACIONISTA GENOCIDA e isso ocorre no momento em que minimiza a gravidade e os impactos da pandemia Covid-19 que já tirou a vida de mais de 207 mil brasileiros ao afirmar que os efeitos da pandemia estão sendo “superdimensionados” que a pandemia trata-se de uma pequena crise que é muito mais fantasia, que a pandemia é uma histeria causada pelo interesse econômico, dentre outras centenas de declarações dadas por ele ao longo de um ano de pandemia.

Pandemia esta que até o momento do fechamento desta matéria infectou 8.393.492 e que ceifou a vida de 208.246 brasileiros. Portanto, podemos denominar NEGACIONISMO GENOCIDA, as atitudes de um presidente (que embora esteja desesperado para comprar e não consegue por ter agido tardiamente), ao querer tirar a responsabilidade do Estado quanto aos eventuais efeitos colaterais, e jogar para a população que busca desesperadamente uma saída, desestimula o uso de vacinas contra a Covid-19 que tem papel crucial na imunização contra este mal que assola o planeta e nosso país em especial.

Ao agir dessa forma, fomentando DESINFORMAÇÃO, na condição de líder da Nação, assume sim papel de NEGACIONISTA, e esse NEGACIONISMO vem contribuindo significativamente para a morte de milhares de pessoas. Portanto, ao meu sentir isto vem contribuindo significativamente para extermínio de parcela significativa da população, e é por isso que conceituo como NEGACIONISMO GENOCIDA.

sábado, 9 de janeiro de 2021

PRINCIPADO CIVIL x REPÚBLICA DEMOCRÁTICA

Napoleão Bonaparte após perder sua posição de imperador e ficar preso na Ilha de Elba comentado a obra “O Príncipe” em nota de rodapé sobre os Próceres afirmou: "... parece incrível não tenha eu previsto que estes ambiciosos, sempre prontos a se anteciparem ao curso da fortuna, me abandonariam, e, até, me entregariam ao inimigo, desde que eu caísse na adversidade...".

Conforme narrativa de Nicolau Maquiavel em sua renomada obra “O Príncipe”, os principados classificam-se em Hereditários quando governado por um príncipe herdeiro cuja aquisição e transmissão tem por critério primário a linha sanguínea real, os Novos, que dividem-se em Totalmente Novos e Mistos que são aqueles anexados ao Estado hereditário do príncipe que os adquire. Quanto forma de aquisição o filósofo destaca que os principados podem ser conquistados com armas (forças) de outros, ou com as próprias armas, ou ainda por obra da virtude (virtú) e da fortuna (sorte).

Mas deixando de lado os demais tipos de Principados e suas formas de aquisição e manutenção, debrucemo-nos sobre aquele ao qual Maquiavel convencionou chamar de Principado Civil, o qual um cidadão comum pode chegar à condição de príncipe e não pela violência, hereditariedade, mas sim pela vontade de seus concidadãos.

"...quando o cidadão se torna príncipe de sua pátria, não por meio de crime ou outra intolerável violência, mas com a ajuda dos seus compatriotas...”.

Exceto por nosso atual sistema de votação, este principado ao meu sentir, até mesmo a forma pela qual o príncipe chega ao poder no principado civil é o que mais se aproxima do modelo republicano e democrático de governo, uma vez que o governante chegar ao Poder através do apoio dos concidadãos, os quais Nicolau Maquiavel classifica-os em duas castas, a saber, os Próceres (chefes, influentes e magnatas) e o povo que é a maioria da população.

Pelas características descritas pelo filósofo florentino, infere-se que os Próceres seriam a casta rica da sociedade e, portanto, a classe opressora, enquanto o povo seria maior parte da população constituindo-se como seguimento pobre e oprimido da sociedade daquele período.

“... em qualquer cidade se encontra essas duas forças contrárias, uma das quais provém de não desejar o povo dominado nem oprimido pelos grandes, e a outra de quererem os grandes dominar e oprimir o povo. Destas duas tendências opostas surge nas cidades, ou Principados, ou a liberdade, ou a anarquia...".

É exatamente nesta divisão de castas que o principado Civil se aproxima de nosso sistema republicanos e democráticos de nossos dias. Isto porque até mesmo o modus operandi usado para proclamar os príncipes equipara-se ao dos presidentes das Repúblicas na maior parte do mundo contemporâneo, ou seja, o apoio popular.

“...o principado assim constituído podemo-lo chamar de civil, e para alguém chegar a governa-lo não precisa de ter ou exclusivamente virtude (virtú) ou exclusivamente fortuna, mais antes uma astúcia afortunada (...) a ajuda nesse caso é prestada pelo povo ou pelos Próceres...”

Ainda segundo os ensinamentos de Nicolau Maquiavel, em dados momentos da história, os ricos percebendo não poder enfrentar o povo, escolhem um nome dentre eles que será o príncipe, dando-lhes falsa impressão de que o povo estará no poder (neste momento lembrei da eleição de Lula) quando de fato este príncipe será um fantoche que servirá apenas para dar guarida a ganância insaciável destes magnatas.

"...quem chega à condição de príncipe com o auxílio de magnatas, conserva-se com maiores dificuldades do que quem chega com o auxílio do vulgo, porque no seu cargo está rodeado de muitos que se julgam de sua iguala..."

De modo semelhante (e com maior frequência na atualidade) ocorre em relação ao povo, que percebendo não ter forças suficiente para enfrentar e derrotar os magnatas, sob as falsas promessas de segurança, escolhem um deles para ser Príncipe, contudo, em pouco tempo tal esperança dar margem à decepções e incertezas por não verem concretizadas suas expectativas, contudo, a falta de organização e força popular, colabora para que o governante deste tipo de estado não tenha maiores problemas em relação ao povo. Bastando a ele atender umas poucas demandas. Senão vejamos:

"...aquele, porém, que sobe ao Poder com o favor popular, não encontra em torno de si ninguém ou quase ninguém que não esteja disposto a obedecê-lo. Demais, não se pode honestamente satisfazer os poderosos sem lesar os outros, pode fazer isso em relação…”

Do exposto, conclui-se, portanto, que o dualismo político e de classes sempre existiu e sempre existirá, e mais, que os discursos atuais de que vivemos em um mundo / país / estado / cidade divididos, nada mais é do que um álibi dos ganhadores para justificar sua incompetência e inoperância, e um argumento pífio dos perdedores para não terem que arcar com as responsabilidades de sua falta de credibilidade para conseguir ganhar uma disputa eleitoral.

domingo, 3 de janeiro de 2021

RICOS CADA VEZ MAIS RICOS...

"...parece-me incrível que não tenha eu previsto que estes ambiciosos, sempre prontos a se anteciparem ao curso da fortuna, me abandonariam e, até, me entregariam ao inimigo, desde que eu caísse na adversidade. Farão a mesma coisa a meu favor, contra ele, enquanto me virem em situação firme, mas estarão sempre dispostos a se voltarem contra mim oportunamente, se meu poder se mostrar vacilante...". (Napoleão Bonaparte em nota de rodapé comentado a obra O Príncipe de Nicolau Maquiavel),

As pautas necessárias e que realmente se prestariam ao desenvolvimento e o crescimento do País, seria inicialmente uma Reforma Política e Administrativa que trabalhasse com a redução do quantitativo de senadores, deputados federais, estaduais e vereadores, além é claro a redução significativa dos salários milionários pagos aos membros do alto escalão nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Complementando as reformas acima mencionadas seria necessário é claro Reforma Tributária que viesse para fazer com que os impostos e tributos fossem cobrados proporcionalmente ao patrimônio e a renda de cada contribuinte, tributando também as grandes fortunas. Contudo, o que vemos é que são pautadas reformas que tem como único objetivo a retirada de direitos dos trabalhadores, a redução de investimentos na saúde, educação e outras áreas sensíveis que afetam diretamente a classe trabalhadoras e a pessoas mais humildes do País.

Enquanto os brasileiros continuarem nesse dualismo insano, brincando de ser analistas políticos defendendo os corruptos do lado A contra os ladrões do lado B e vice-versa, o que teremos é isso; empresários e políticos que com o apoio da grande mídia pautam as ações que os governos devem implementar para que suas fortunas continuem a crescer astronomicamente, independente da condição de miséria que vive grande parte da população, ou seja enquanto estes (povo) morrem por falta de condições dignas, aqueles (ricos) ficam cada vez mais ricos, exemplo do que vem ocorrendo durante esta pandemia que paradoxalmente é a causa da morte de milhões de pessoas em todo o planeta, mas trouxe inexplicavelmente as condições para o crescimento em mais de 31% da riqueza dos mais ricos.

sábado, 2 de janeiro de 2021

A MALDADE OU A BONDADE MAQUIAVELIANA

 

“Nenhuma maldade deve se perpetuar no tempo, o bem, contudo, deve transcender ao infinito...” Eudasio Menezes

Diversas críticas pesam sobre Nicolau Maquiavel por entendimentos superficiais a respeito da frase constante na imagem acima. Contudo, quando estuamos amiúde O Príncipe e o contexto em que esta máxima é retratada na obra maquiaveliana, percebemos que o aforismo surge sempre esclarecendo uma situação, ou recomendando que sendo preciso cometer algum ato maldoso, que o príncipe ou o governante, não deve fazê-lo repetidas vezes, sob pena de atrair muitos inimigos e com isso tornar-se impossível que ele mantenha seu governo ou Principado, no caso retratado na obra.

Um exemplo claro podemos desta afirmação podemos encontrar no capítulo VIII do compêndio maquiaveliano - O Príncipe - no qual o filosofo florentino discorre a respeito dos que chegam ao Poder (principados ou governos) por meio do crime. Ou seja, aqueles que usam de meios e prática ilícitos para galgar ao poder. A priori é conveniente esclarecer que o autor condena com veemência quem por meio do assalto (tomada criminosa) ascende ao Poder.

Isto tanto é verdade que no capítulo usado como referência para a produção deste texto, ao narrar os meios usados pelo tirano Agatocles de Siracusa para ascender ao Poder, qual seja, traindo e assassinando concidadãos, aliados e parentes, Maquiavel afirmou categoricamente que neste tipo de conquista não há glória, virtude (virtú) ou fortuna senão vejamos:

"...não se pode, é verdade, chamar de virtude (virtú) matar os próprios concidadãos, trair os amigos, faltar a palavra dada, não ter piedade nem religião, procedimentos esses que talvez abram as portas do poder, mas não as da glória...". (O Príncipe Nicolau Maquiavel).

Na verdade, o que Maquiavel quer trazer a luz ao descrever as atrocidades de Agatocles para chegar ao Poder é que tal modo de ascensão violenta é também a causa de manutenção deste, já que tanta crueldade trará um forte impacto e medo não apenas nos povos conquistados, mas tende a inibir eventuais hostilidades de estrangeiros que pensem em invadir domínios sob o poder deste tipo de governante.

"...Ninguém ousou resisti-lhe, todos tiveram que o obedecer, constituindo um governo do qual ele se fez chefe, após matar a todos os que por estarem descontentes podiam prejudica-lo consolidou a sua autoridade criando novas leis civis e militares, assim durante o ano que governou, além de desfrutar da sua segurança na cidade de Fermo, passou a ser temido também por todos os seus vizinhos...". (O Príncipe Nicolau Maquiavel).

O filósofo florentino continua sua argumentação afirmando que parece estranho que em alguns casos outros homens que conquistaram o Poder de modo semelhante, ou seja, de forma criminosa e cruel tenham sido destituídos em pouco tempo, enquanto outros, conseguem se firmar por muitos anos, obtendo o apoio inclusive dos cidadãos que foram subjugados por ele no passado.

Nestes dois casos específicos, Maquiavel chega à conclusão “que aqueles que fazem o mal no ato da tomada do poder e depois que se estabelecem começam a praticar ações boas para seus governados, em pouco tempo caem nas graças destes que esquecem o mal contra eles praticado”, de sorte que o conquistador terá quando necessário, poderá inclusive contar com o apoio deles em sua defesa pessoal e do território contra eventuais invasores internos ou externos que vierem a se insurgir.

Por outro lado, aqueles que do crime e da maldade obtém o poder e continuam a pratica-los, mesmo depois da conquista terão menores chance de manter este poder por muito tempo, pois viverá constantemente rodeado de inimigos internos e externos que estarão sempre à espreita e na primeira oportunidade que tiverem, atacarão e destituirão o governante que sucumbirá ante as inevitáveis rebeliões território. Foi este o contexto que Maquiavel empregou ao dizer que "o mal se faz de uma vez, enquanto o bem dever feito devagar" senão vejamos:

"... Por mim creio ser isto consequência do bom ou mal emprego que se faz da crueldade. Quando bem empregadas pode se chamar, se é lícito dizer bem do mal que alguém pratica de uma vez só, por necessidade e por segurança sem nelas depois insistir, mais transformando-as o mais possível em proveito de súditos. Mal empregadas são as que embora numerosas no começo, se multiplicam ao invés de se extinguirem com o correr do tempo...daí infere-se que ao deitar a mão a um Estado deve o conquistador refletir nas ofensas (mau) que precisa fazer, e fazê-las todas de uma vez, para não ter que renova-las todos os dias e renovando-as não poder tranquilizar os cidadãos, bem como beneficia-los ganhando-os para sua causa..." (O Príncipe Nicolau Maquiavel)

Em síntese, por tudo que foi exposto eu afirmaria sem receios que não devemos praticar qualquer ato de maldade, mas se formos levados a praticá-lo, o façamos de uma só vez e não a conta-gotas, do contrário estaremos em constante conflitos com inimigos permanentes à nossa sombra, não apenas ansiando, mas trabalhando pela nossa destruição.

sábado, 29 de agosto de 2020

ELEIÇÕES 2020



No próximo dia 31 de agosto indo até 16 de setembro, será o prazo para a realização das convenções partidárias, quando os partidos efetivamente confirmarão (ou não) como candidatos os nomes daqueles que até então se apresentam como pré-candidatos a prefeito e vereadores. Durante o chamado período de pré-campanha em Maracanaú se apresentaram mais de 300 pré-candidatos a vereadores e vereadoras, indicando em média uma concorrência de pelo menos 15 candidatos para cada vaga no Legislativo Municipal. 

Até o momento também se apresentaram aos munícipes pelo menos seis nome como pré-candidatos a prefeito, sendo eles: o deputado Federal Roberto Pessoa; o deputado Estadual Júlio César Filho; Daniel Bayma, ex-vereador e ex-secretário de juventude de Maracanaú na atual gestão Firmo Camurça; o empresário Francisco Moura; o filosofo, pedagogo e servidor público estadual Carlos Eduardo; o guarda municipal de Maracanaú, dirigente sindical e Conselheiro Municipal de Saúde Markos Gomes.

A pré-candidatura do deputado federal Roberto Pessoa a prefeito de Maracanaú, conta com o apoio da base de sustentação da atual gestão municipal e tem consolidado seu nome entre as lideranças política e pré-candidatos a vereador no município onde foi prefeito por dois mandatos consecutivos, e ajudou sobremaneira na eleição e reeleição do atual prefeito Firmo Camurça com quem mantém uma amizade e aliança política inabalável.

Neste período de pré-campanha Pessoa tem aproveitado para conversar com pré-candidatos a vereadores de sua base política e lideranças políticas locais das quais vem recebendo amplo apoio para que realmente apresente seu nome como candidato a prefeito na convenção do PSDB marcada para 08 de setembro. Muitas lideranças tem se manifestado nas redes sociais para demonstrar seu apoio e falar um pouco dos avanços e do desenvolvimento e do que foi a história de Maracanaú, antes e depois da gestão de Roberto Pessoa de 2005 a 2012.

As demais candidaturas se apresentam à sociedade maracanauense com viés oposicionista, contudo, nenhuma ação significativa que contribuísse com o desenvolvimento da cidade se viu por parte dos pré-candidatos ao longo dos anos, exceto claro, os discursos eloquentes, contundente e vazio de propostas e projetos que são trazidos nos períodos pré-eleitorais, e como se fosse um “déjà vu” dos anos anteriores.

Dos demais pré-candidatos que estão se apresentando a sociedade maracanauense, merece destaque a do filho do ex-prefeito e atual vereador de Maracanaú Júlio César Costa Lima. deputado estadual Júlio César Filho é líder do governador Camilo Santana na Assembleia Legislativa e nesse período se mostrou um “fiel escudeiro” do governador, mesmo em questões que muitos consideram indefensáveis, a exemplo do sequestro dos equipamentos de saúde de instituições privadas de Maracanaú para outros municípios em plena pandemia ou mesmo da Policlínica e o Hospital de Campanha que nunca funcionaram.

Por fim o Partido dos Trabalhadores, que nas eleições deste ano, resolveu apresentar candidatura própria com o nome de Daniel Bayma, ex-vereador e ex-secretário de juventude de Maracanaú na atual gestão Firmo Camurça. Ressalte-se que o fato de Daniel ser filiado e membro das direções municipais e estadual do Partido dos Trabalhadores (mesmo partido de Camilo Santana) e Júlio César Filho ser de outra legenda pode deixar o governador em um dilema: irá apoiar a candidatura de seu fiel escudeiro e ser infiel com seu partido, ou abandonará seu defensor e demonstrará sua fidelidade ao seu partido apoiando Daniel.

Assim como eu, há quem diga, que até as convenções petistas, a pré-candidatura de Daniel Bayma (que tem como pré-candidato a vice-prefeito o ex-pré-candidato a prefeito da REDE Eudasio do Paju), pode desaguar numa vice de Júlio César Filho, pois todos sabem que os Costa Lima (Pai e Filho) não abrem mão da cabeça da chapa, pois isso é uma questão de sobrevivência política para eles. De sorte que seria mais cômodo para o governador articular junto ao PT estadual e convencer um membro de seu partido a abdicar da candidatura própria e ocupar a vice de Julinho, em nome da unidade.

Embora não seja novidade, pois já vinha sendo costurada nos bastidores do PT local há pelo menos um ano, merece destaque nas eleições de 2020, a candidatura do Partido dos Trabalhadores, já que o Partido vem numa aliança pontual e pragmática com o Roberto Pessoa desde o ano 2000 quando renunciou à candidatura própria o apresentador e Radialista Cláudio Pinheiro para apoiar Roberto Pessoa como candidato a prefeito de Maracanaú nas eleições daquele ano, a qual perdeu para o então prefeito Júlio César Costa Lima, por pouco mais de 2.800.

Em 2005, quando Roberto Pessoa assumiu seu primeiro mandato como prefeito da cidade, o Partido dos Trabalhadores passou a compor sua base de apoio gerindo secretarias municipais e ocupando cargos na gestão. Situação que se manteve até agora na gestão Firmo Camurça, quando Daniel anunciou sua pré-candidatura e por força da legislação eleitoral, teve que pedir desligamento do cargo de secretário de juventude que ocupou até recentemente. 

A MATEMÁTICA INEXORÁVEL DO VOTO CEARENSE DESAFIA A ACIDEZ DE CIRO GOMES

Por Eudasio Menezes As movimentações estruturadas na corrida ao Palácio da Abolição trazem um desenho técnico fascinante - e, para muitos os...